Pegadas Pré-Históricas

A educação é o caminho

“Fale qualquer situação na história da humanidade que eu direi a relação com minha práxis profissional”

Uma frase, um pouco pretensiosa, que costumo dizer ao final de longas explicações em sala, o que sempre gera surpresa ou espanto nos alunos, que não entendem como é possível reunir tantas informações e perspectivas diferentes. Sou professora universitária e psicóloga, então sempre chega o momento em que preciso falar mais de outras áreas do conhecimento do que de Psicologia. Além das constantes explicações sobre redação, gramática e ortografia, que para muitos são apenas regras a seguir, recentemente, por exemplo, retomei em sala a História do pensamento ocidental relacionando com a Psicologia e a Educação, minhas áreas de estudo.
Voltando para casa naquela noite, e intrigada com a reação dos alunos, pus-me a percorrer o que havia falado, porém, tentando compreender de onde havia tirado informações que nem mesmo eu me lembrava que sabia. Muitas coisas foram facilmente relacionadas à formação técnica, conceitos e reflexões que fui me apropriando ao longo da graduação, do mestrado e doutorado; mas certos detalhes, em minhas lembranças, eram anteriores a isso.

Foi quando, novamente (porque isso sempre acontece), lembrei de meus professores do Marillac. E também da incompreensão que nutria por não visualizar, à época, a importância no meu futuro - que hoje é presente, vale lembrar - do que eles passavam. Matérias que, no período em que me foram apresentadas, talvez não fizessem mesmo sentido claro. Algo aconteceu naquele período de treze anos, que fez com que eu apreendesse conteúdos, mas também adquirisse referências. Tive acesso tanto às informações em si, quanto à maneira de relacioná-las, de dar sentido a elas. Um sentido que é também afetivo, porque o aprendizado está atrelado a sentimentos, emoções e sensações.

Cheguei à compreensão que aquele lugar, com seu pátio, quadras, salas, pessoas, histórias; todo ele, fundou as bases de uma perspectiva humanitária, de protagonismo e empatia, que me empenho em manter e que, pelo que percebo, o colégio também. Não tenho vergonha de dizer que estudei lá, que ainda mantenho contato com meus professores do Ensino Fundamental e Médio e que faço questão de ir contar minhas conquistas para eles, mesmo agora que já não existe vínculo cotidiano. Adquiri conhecimento, referência, sentido e respeito. E isso dá um orgulho que não tem explicação.

Maria Cristina Dancham Simões
Ex-jogadora dos times de futebol do Prof. Clóvis e ex- assistente de correio elegante da Festa Junina. Bacharel, Licenciada e Psicóloga pela Universidade de Taubaté, Mestra e Doutora em Educação pela PUC-SP, o que só aumentou o sentimento de pertença ao Marillac. Professora universitária, palestrante e consultora em temáticas da formação de professores, tecnologia na educação, diversidade e inclusão.

 

 

 

 

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